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Traços de Caráter

Meu entendimento sobre Traços da Caráter segundo Reich:  Por: Psic. Maria do Horto Palma Moraes.         O traço esquizóide manifesta couraças mais visíveis na cabeça com testa alongada, nos seus olhos desconectados que olham sem olhar e nas suas articulações marcadas pelos ossos aparentes.  Essas são características que se formam ainda no útero materno onde se sente desconfortável, com medo de ser rejeitado, por conta de sentir o útero, que é o seu mundo naquele momento, como desconfortável, frio é tenso, toma forma de um corpo que precisa distância corporal, e uma cabeça mais alongada que tenha muitas idéias, muita criatividade e ali possa ter um mundo só seu. São pessoas criativas, racionais, reflexivas, pessoas que pensam muito e tem ótimas idéias. Por que essa configuração nas articulações, exatamente? Porque nossas articulações tem a função de integrar corpo e mente. No caso do esquizóide essa integração é tênue, mente e corpo parecem fragmantados, el...

OS IMPACTOS DAS EMOÇÕES NA SAÚDE E NO BEM ESTAR

           Fala-se muito de emoção, mas que emoções são essas que podem impactar nossa saúde e bem estar. Primeiro vamos definir o que é emoção? Será igual a sentimento? Emoção é um conjunto de reações intensas e breves a um estímulo , que combinam um pensamento avaliativo (uma crença, um preconceito, uma memória traumática, etc.) com respostas fisiológicas, que envolve um “movimento expressivo” resultante de um estado de prazer ou de dor. Emoções de bem estar estão relacionadas ao prazer, ao que é agradável. Emoções que nos causam mal estar, (como medo, raiva, etc.) nascem das experiências ou da antecipação da dor. Sentir é perceber um movimento interno. Se não há movimento, não há sentimento. Portanto, sentimentos são informações que percebemos com os nossos sentidos , nas situações que vivenciamos. Diante de uma experiência amedrontadora ou dolorosa, inconscientemente (reação do Cérebro Reptiliano), respiramos curto, ofegante e até prendemos a...

SER PSICÓLOGA

Ser Psicóloga, a profissão que me faz vibrar Por: Psic. Maria do Horto Palma Moraes Decidi ser Psicóloga com 12 anos de idade, por conviver com conteúdos de psicologia nas rodas de conversas com meus pais. Com eles assisti ao filme: “Freud além da alma” e ali escolhi e decidi seguir essa profissão, a profissão que me faz vibrar e ser feliz.  Eu amo minha profissão. Eu amo ser psicóloga. Eu amo atender pessoas, escutá-las e conversar sobre assuntos de psicologia. Meu hobby é estar no meu consultório atendendo meus clientes. Eu amo meu jeito de trabalhar integrando conhecimentos e técnicas. Admiro cada história que ouço no consultório. Em cada relato, uma riqueza de experiências!  Eu fico fascinada ao desvendar os mistérios, os segredos da história de cada um, gravados em seu corpo. Minha motivação sempre resulta em satisfação quando ajudo pessoas a compreender seu sofrimento, pais que precisam se alinhar e se relacionar melhor com seus filhos; adolescentes que estão escolhendo ...

AUTOESTIMA

AUTOESTIMA Quando se fala em autoestima, refere-se ao amor próprio que o ser humano tem ou deveria ter por si mesmo. É um autoconceito que a criança e o jovem vem estruturando a partir das suas percepções sobre o que representam para os outros, como pensam que os outros o vêem ou como o julgam e não sobre  quem realmente são . Formam uma auto-imagem com as traduções que fazem das mensagens, na maioria, vagas e sutis, que recebem dos pais e dos professores revestidas de fantasias próprias da infância e da juventude. A auto-estima tem suas raízes na relação do ser humano com o mundo. Começa a se desenvolver, ainda no útero materno, também no momento do nascimento e nos primeiros cinco anos de vida. Do respaldo e da aceitação dos pais, surgem as bases para um autoconceito positivo.               Vive-se num mundo de “seguros”: saúde, vida, carro, casa, etc. Asseguram-se todos os bens possíveis. Mas há um seguro mais importante que é negligenciado – o...

Dissolver os padrões do medo e crescer emocionalmente

 Dissolver os padrões do medo e crescer emocionalmente Crescer dói, dizem vários autores. Os adolescentes sentem muita dor física ao crescer. O crescimento emocional também dói, porque se trata de romper padrões de personalidade que só podemos perceber numa “sensação de insatisfação, sem causa definida, que persiste mesmo, por baixo de uma superfície feliz: a de que não estamos usando nossa vida de modo tão produtivo, quanto poderíamos”.              Esses padrões de comportamento estruturados ao longo de nossas vidas adquiriram “força própria” e assumiram a direção de nossas vidas de forma automática e sem um sentido real. Por isso deixamos de fazer o que tem que ser feito, criando um hábito de esquiva, um padrão de adiamento. Automaticamente, não aceitamos desafios e evitamos o que consideramos difícil ou desagradável, perdemos as oportunidades e o controle sobre os rumos da nossa vida. O padrão de esquiva toma decisões ...

Sobre a morte e a tristeza

Sobre a Morte e a Tristeza Minha vivência com as Constelações Familiares tem me ajudado e perceber a morte de uma outra maneira. O vínculo com nossos familiares é eterno! Precisamos aprender a sentir de outra forma. No período de luto, ainda não dá para fazer isso. Muitas percepções vão acontecendo, para que possamos elaborar a perda. Tem vários fases até podermos nos sentir um pouco melhor. A tristeza é uma emoção que nos guia em meio ao vazio. Ela precisa ser positiva, quer dizer, uma tristeza de olhar para dentro, refletir, acolher os próprios sentimentos, chorar, sim, chorar, para que com paciência, a dor vá diminuindo, o vazio vá sendo preenchido por boas lembranças. Que a motivação para continuar vivendo, retorne com um olhar para nós mesmos, para os nossos filhos, para os nossos netos, àqueles que ficam e ainda precisam de nós e de viver a vida. Que os movimentos da nossa alma, orientados pelo nosso grande Criador, nos conduzam à paz que  começa na alma, que nos faz sentir e...

A Perda e a Tristeza

A Perda e a Tristeza Estamos vivendo momentos de muitas perdas.  Perda de pessoas que nos constituem, que foram referência para formação da nossa identidade, com quem tivemos vínculos afetivos de muitos anos, que deixam vazios dentro nós, e isso dói. Vem a tristeza. Esse sentimento de recolhimento, silêncio e vazio. Ele expressa a perda de contato familiar. Como preencher esse vazio? Como enfrentar o medo do desconhecido? Como enfrentar o medo da morte? Esse vazio que sentimos, chamado de sentimento de tristeza, tem dois polos: o positivo e o negativo. O negativo da tristeza envolve sentimentos de solidão, culpa, abandono, falta, não ter ninguém para nos cuidar, para nos reconhecer, para nos amar. O positivo da tristeza envolve um voltar-se para dentro de si mesmo, envolve uma reflexão, um recolhimento e o reconhecimento desses sentimentos negativos em nós, para depois “virar a chave”, podermos nos perceber como pessoa adulta, inteira, capaz de seguir a vida, alimentados por nossa ...